sábado, junho 23, 2007

Amma em Nova York


Com cada abraço caloroso, uma Guru compartilha sua mensagem.Corey Kilganon
A Guru indiana conhecida simplesmente como Amma chegou em Nova York no sábado, dia 17/7, distribuindo abraços de conforto no salão Hammerstein, em Manhattan.
Nas últimas três décadas, Amma, 50, vem combatendo o sofrimento do mundo oferecendo abraços sem cessar, tanto para estranhos quanto para suas legiões de seguidores, que dizem que ela já consolou 21 milhões de pessoas em todo o mundo.
Os organizadores do evento dizem que esse total será acrescido de 15.000 durante sua estadia de três dias em Nova York. Amma abraça incansavelmente, parando somente algumas horas por dia para dormir. Seus abraços são gratuitos e há muitos candidatos.
Ontem, foram distribuídas senhas para manter a ordem. Uma longa fila de pessoas aproximou-se lentamente até a mulher sorridente de roupas brancas. Ela estava sentada em uma cadeira em frente ao palco. No alto, um fio com lâmpadas e, ao seu lado, dois ventiladores potentes.
Atrás dela, um coro cantava músicas espirituais, acompanhado de instrumentos indianos tradicionais. Ao meio dia, havia mais de 1.000 seguidores sem sapatos no salão, muitos vestidos com roupas largas de algodão branco fino. Muitos estavam sentados no chão, em posturas meditativas. Também havia muitas famílias de imigrantes indianos, trazendo seus jovens filhos para serem abençoados. Na lojinha, o rosto da Amma estava em toda parte, em fotografias, cartazes, pinturas e adesivos.
Amma dá abraços sem cessar. Incansável e energética, ela pressiona a pessoa firmemente contra seu peito, segura-a ali em um forte abraço e, em geral, sussurra palavras confortantes em sua língua natal, Malayalam. Depois, ela oferece à pessoa uma pequena lembrança, como um chocolate Kiss da Hershey, uma pétala de rosa ou uma maçã.
"Quando uma criança procura sua mãe com o coração pesado, a mãe responde abraçando-a e consolando-a", explicou Swami Ramakrishna, monge hindu de 48 anos que há 27 anos serve no ashram (monastério) da Amma no sul da Índia. O swami, com suas vestes cor de laranja e longa barba, sorriu na direção da Amma e disse que foi seu abraço que o levou a deixar sua carreira de bancário, aos 21, e segui-la.
"Depois do abraço, as pessoas passam por experiências diferentes", disse ele. "Algumas vêem coisas boas acontecerem em suas vidas e seus problemas partirem; outras se sentem mais fortes para enfrentar seus problemas."
Amma, cujo nome completo é Mata Amritananadamayi, ou "Mãe do Êxtase Imortal", nasceu em 1953, em uma família pobre. Ela entrava em meditação profunda durante horas quando criança e desde cedo passou a se dedicar a aliviar o sofrimento das pessoas com seu abraço e obras de caridade.
Depois de seu abraço, Beverly Haupt, 42, assistente médica de Middle Island, N.Y., estava no salão lotado de seguidores da Amma, todos de branco. Ela vestia calça jeans, camiseta do Yankees e trazia um sorriso radiante em seu rosto, raramente visto em Nova York.
Beverly disse que veio de Long Island depois que um amigo lhe contou sobre a Amma, que ela descreveu como "maravilhosa, amorosa e muito libertadora".
"Dá para sentir a energia", disse ela. "É muito calmante. Faz você querer sair e fazer boas coisas para as pessoas." Antes de partir pela Rua 34, quente e engarrafada, Beverly acrescentou: "Na cidade de Nova York, isso pode ser bom ou não."


In New York Times

1 comentário:

Sky Walker Daguerre disse...

Fiquei sabendo tarde demais da existência desta mulher e não fui a cerimônia que houve no Rio. Mas estou publicando uma postagem sobre ela no meu blog: 36justos.blogspot.com
O objetivo deste blog é encontrar pessoas que espalhem justiça e alento pelo mundo e Amma certamente é uma dessas pessoas. Se alguém puder contribuir com outros exemplos, eu agradeceria e publicaria.
Abraços
Walter Daguerre